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Entenda a diferença entre índice glicêmico e carga glicêmica.


Como vimos em um post anterior, o Índice Glicêmico (IG) é um indicador da velocidade de transformação do carboidrato em glicose. Ele mostra o quão rápido um alimento ingerido consegue aumentar a “glicose no sangue”, que também é conhecida como “glicemia”.


Diferente do IG, a Carga Glicêmica (CG) não mede a velocidade em que um carboidrato se transforma em açúcar, mas indica a qualidade e a quantidade de carboidratos presentes em uma porção de determinado alimento.


Um detalhe importante quando se fala em índice e carga glicêmica, é que a velocidade da absorção de um carboidrato não está relacionada à quantidade de carboidratos presentes no alimento, ou seja, um alimento pode ter um índice glicêmico alto e uma carga glicêmica baixa.


Mas, qual a diferença entre alimentos de baixa ou alta carga glicêmica, e qual destes tipos é mais interessante? Em termos práticos, quanto maior a carga glicêmica, mais carboidratos (açúcares) nosso organismo estará consumindo, portanto é interessante priorizarmos alimentos com baixa CG, visto que independente da velocidade em que glicemia irá aumentar, teremos uma menor quantidade de carboidrato sendo absorvido.


Como exemplo dessa diferença entre IG e CG, podemos citar a melancia que possui um alto IG, ou seja, a velocidade de transformação do carboidrato em glicose é rápida, porém mesmo sendo absorvida rapidamente, a melancia só possui em média 5% de carboidrato disponível, ou seja, apesar de ser absorvido rapidamente, a quantidade de carboidrato presente na melancia não causa um grande impacto na sua corrente sanguínea. Devido à esta baixa quantidade de carboidratos podemos caracterizar a melancia como um alimento de baixa carga glicêmica.


Outro exemplo bastante conhecido do nosso dia a dia e que merece um pouco de atenção é o arroz branco, pois apesar de possuir um IG moderado, possui uma carga glicêmica altíssima, causando um alto impacto na corrente sanguínea, elevando consideravelmente a glicose no sangue. Por este motivo que a recomendação de “consumir arroz integral” aparece em várias cartilhas de alimentação equilibrada. O mesmo vale na troca do pão branco tradicional pelo integral, prefira sempre a segunda opção.


As evidências científicas reforçam que o carboidrato é o principal responsável pelo aumento da glicemia pós refeição, devendo-se considerar a qualidade e quantidade deste macronutriente. Teoricamente, o que ocorre é que, ao ingerir alimentos com alto IG, o organismo libera grandes quantidades de insulina para tentar manter os níveis de glicose no sangue dentro de limites normais. Este aumento na produção insulínica contribui para menor saciedade após as refeições, podendo levar ao consumo excessivo de alimentos, contribuindo para desenvolver obesidade e piora do quadro de resistência à insulina.


Lembre-se da dica que sempre deixamos para você: tenha uma alimentação equilibrada! Para conseguir isso recomendamos você consultar seu nutricionista que irá elaborar um plano alimentar personalizado para você.


Se você gostou deste conteúdo ou já teve alguma experiência envolvendo índice e carga glicêmica, comente em nosso post.

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